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10/07/2018

Zona Norte
Patrona da Feira: Professora de Língua Portuguesa, Solange Passos

     A XVII Feira do Livro São Francisco – Zona Norte foi aberta em grande estilo: o bibliotecário Julio Ridieri apresentou o tema do ano de 2018, “Lendo, eu me livro, agradeceu a presença do Diretor Geral da Rede, Pe. José Luiz Schaedler, que atendeu aos chamados dos alunos,  a presença também, do Presidente da Mantenedora, Sr. Erotildes de Souza e do Diretor Pedagógico da casa, Vitor Luiz e demais diretores das Escolas da Rede. A abertura contou com os personagens da literatura infantil. Antes de iniciar o evento, o Pe. Inácio Selbach deu a bênção através de uma oração.
      Em seguida, foi anunciado a Patrona da Feira, Professora de Língua Portuguesa, Solange Passos. No seu discurso, a Patrona destacou a sua paixão pela leitura, incentivada pelo pai, que via nas compras  de livros, um investimento. “Particularmente gosto de manusear livro impresso, sentir o cheiro de livro novo, observar a capa, as ilustrações e como disse Mario Quintana, por vezes, ao ler Viajo sem sair do lugar.
      Na sequência a Patrona da Feira cortou a fita simbolicamente, dando início ao evento. A partir desse momento, os alunos começaram a visitar os estandes de livros e a exposição de trabalhos realizadas pelos alunos.
      Na sala dos professores, alguns estudantes declamaram poesias em homenagem à professora Solange, no café poético oferecido pela Rede que contou com um delicioso conquetel.
      Na sala da Escola da Inteligência, Paulo Lima, da FTD, falou aos estudantes a respeita do tema, Violência, ninguém está sozinho. Relatou também, a evolução tecnológica que o mundo passou e contiua passando.

     Confira abaixo, o discurso de abertura da Patrona da XVII Feira do Livro São Francisco - Zona Norte.

PROFESSORA SOLANGE PASSOS P. MARTINS

     "Estimados Padre José Luiz Schaedler, Diretor Geral da Rede de Escolas São Francisco; Senhor Erotildes de Souza Oliveira, Presidente da Sociedade Beneficente e Educacional São Cristóvão; Padre Inácio Luiz Selbach, Orientador Espiritual; Professor Vítor Luiz Hinrichsen, Diretor Pedagógico do Instituto de Educação São Francisco, e demais Diretores Pedagógicos e Administrativos da Rede de Escolas São Francisco; Queridos/as alunos/as, professores e funcionários do Instituto de Educação São Francisco,
BOM DIA!
     Dando início a nossa 17ª Feira do Livro do Instituto de Educação São Francisco, que tem como slogan “Lendo, eu me Livro!”, fica a pergunta: lendo, eu me livro de quê? Cada um de nós poderá responder de diferentes maneiras, mas acredito  que todos concordem que a leitura seja fundamental para a formação integral do ser humano.
     Eu e minha família chegamos a Porto Alegre em 1970, vindos de uma cidadezinha do interior, da fronteira com o Uruguai, chamada Jaguarão. Meu pai queria que tivéssemos condições de continuarmos nossos estudos, visto que em nossa cidade não havia Ensino Superior.
Ingressei nesta Escola, pois viemos morar próximo a ela. Aqui, durante 11 anos, cursei os níveis de Ensino Fundamental e Médio. Assim, atribuo à minha família e à qualidade de educação escolar que tive as bases da minha formação moral, ética, espiritual e intelectual.
     As condições financeiras de meus pais eram modestas. Quando pedíamos dinheiro ao pai (provedor da casa) para comprar uma roupa ou sapatos novos, não havia. Mas, quando se tratava de livros ou material escolar, sempre éramos atendidos. Os “livros” eram considerados “investimento”, valorizados. Tínhamos uma estante com alguns exemplares enciclopédicos que serviam de consulta; muitas vezes, também à vizinhança. 
     Particularmente, gosto de manusear o livro impresso, sentir o cheiro de livro novo, observar a capa, as ilustrações e como disse Mario Quintana, por vezes, ao ler “viajo sem sair do lugar”.
     Como professora de Língua Portuguesa, há mais de duas décadas, fui e sou responsável por incentivar a leitura – não só de livros, mas de diferentes formas de textos: charges, quadrinhos, poesias/poemas, contos, crônicas, dentre tantos outros gêneros textuais que se apresentam em nosso cotidiano; tendo como objetivo despertar nos jovens novos modos de pensar, de ver, de sentir, de expressar, de ler e de interpretar o mundo. Tarefa esta repleta de desafios; dentre os quais, a disputa pela atenção, pelo interesse, e pela curiosidade dos estudantes em meio a WhatsApps, Facebooks, Instagrams, Messengers, etc. com seus apelos sensoriais: sons, imagens, vídeos, memes, e carinhas piscantes que não dão trégua e circulam 24h por dia.
     Apesar disso, é possível que os adolescentes nunca tenham escrito tanto quanto nos dias de hoje. Neste sentido, cabe a nós, educadores, refinarmos esta habilidade de escrita, de criticidade, e tentarmos despertar o gosto por outras possibilidades de leitura; inclusive, as que o mundo online tem a oferecer.
     Hoje, sinto-me honrada com esta homenagem. Encerro esta fala com as sábias palavras de Mario Quintana: Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas". Obrigada!



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